
Individualizar a suplementação de vitamina D
Dra. Raquel Campanilho-Marques explora as diferenças entre colecalciferol e calcifediol, destacando as suas propriedades farmacocinéticas e as implicações na escolha terapêutica.
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Dra. Raquel Campanilho-Marques explora as diferenças entre colecalciferol e calcifediol, destacando as suas propriedades farmacocinéticas e as implicações na escolha terapêutica.

Dr. João André Alves, analisa a ciência por detrás do calcifediol, explica porque a sua farmacologia é diferente do colecalciferol e explora o potencial impacto desta nova opção terapêutica na prática clínica diária.

Especialistas de diferentes áreas analisam a evidência, questionam consensos e exploram o verdadeiro impacto clínico da Vitamina D.

Este caso clínico acompanha um doente com história de corticoterapia prévia e défice grave de vitamina D, cuja avaliação revelou uma densidade mineral óssea significativamente reduzida para a idade.

Uma meta-análise que integrou 17 estudos e 1.575 participantes demonstrou que o calcifediol é significativamente mais rápido e mais eficaz do que o colecalciferol no aumento dos níveis séricos de 25(OH)D.

Apesar de ambas as moléculas, colecalciferol e calcifediol, serem responsáveis por aumento dos níveis de 25OHD, o calcifediol é mais potente, atingindo rapidamente os valores desejáveis de vitamina sérica.

A Conferência Internacional “Controvérsias em Vitamina D” reuniu especialistas de todo o mundo para consolidar o conhecimento sobre como o status de vitamina D influencia condições crónicas não esqueléticas.

Recentemente, a vitamina D emergiu como um fator crítico na saúde ocular devido às suas propriedades anti-inflamatórias e imunomodulatórias.

A vitamina D ocupa um papel central na homeostase do cálcio, na mineralização óssea e na regulação de múltiplos processos imunitários, metabólicos e cardiovasculares.

Nos últimos anos, a ciência tem revelado um elo surpreendente entre a microbiota intestinal e a vitamina D – dois pilares invisíveis, mas poderosos da nossa saúde.

Dra. Maria João Salvador desvenda neste artigo os dados mais recentes sobre a prevalência da deficiência em Portugal, as limitações do diagnóstico e o papel crucial do médico no rastreio e suplementação adequados.

A deficiência de vitamina D vai muito além da saúde óssea — ela agrava a inflamação, aumenta o risco de fraturas e compromete a força muscular, potenciando quedas e maior incapacidade.

A vitamina D tem vindo a revelar um papel cada vez mais relevante como imunomodelador, despertando grande interesse nas doenças autoimunes e imunomediadas.

Num país com mais de 60% da população em défice de vitamina D, mesmo nos meses de maior exposição solar, a suplementação não deve ser sazonal, mas sim contínua.

A Dra. Maria João Salvador, reumatologista do CHUC, explica como a deficiência desta vitamina pode agravar dores articulares, aumentar a atividade da doença e comprometer a qualidade de vida.

Altamente prevalente nesta população, o défice de vitamina D compromete a imunidade, acelera a progressão da infeção e aumenta o risco de doenças cardiovasculares, metabólicas e ósseas.

As infeções respiratórias agudas continuam a ser uma das principais causas de mortalidade global, agravadas pela COVID-19, que interrompeu décadas de progresso na saúde pública.

Está bem reconhecido o papel da vitamina D no desenvolvimento da osteopénia e da osteoporose, e esta relação assume especial importância no nosso país considerando a elevada prevalência do défice de vitamina D em Portugal.